terça-feira, 24 de janeiro de 2012

The Nightingale and the Other Fables.




Um espetáculo pra encher os olhos e o coração, assim é a peça The Nightingale and the other fables. Um mundo de fantasia e encantamento.
Uma montagem brilhante de curtas peças orquestrais e de ópera de Stravinsky (Ragtime, Pribaoutki, The Fox, The Nighingale). A peça central da ópera é The Nightingale, uma fábula originalmente escrita por Hans Christian Andersen e adaptada para a música por Igor Stravinsky o grande compositor russo. 
O mago da peça é o diretor canadense Robert Lapage. Visionário e grandioso, Lapage recria a ópera trazendo para o palco elementos diversos do teatro de sombras chinês, do teatro de marionetes e acrobacias.
A peça inicia com curtas peças de Stravinsky (Pribaoutki, Cat Lullabies) e Konstantin Balmont (Two Poems). No palco um grupo de performers utilizando as mãos e corpo criam imagens de sombras projetadas num grande painel que fica atrás da orquestra. As imagens se sucedem lindamente ilustrando as peças cantadas pelos artistas no palco. Gatos, patos, pássaros, raposas e galos desfilam pela tela projetados pelas hábeis e delicadas mãos. Contando histórias de vaidade, poder e ambição.



O Rouxinol

Para a segunda parte do espetáculo Lepage traz ao palco até mesmo um tanque de água (colocado estrategicamente no local do fosso da orquestra). Nas águas, a história do Rouxinol é reinventada e fantasiada ao modo de Lapage numa aventura aquática, onde os protagonistas semi-imersos guiam fantoches-personagens em seus barcos e entoam com suas vozes tenores e sopranos os diálogos musicados. Um encantador acontecimento de movimentos, luzes e cores, música e vozes. A história se desenvolve e os personagens num vai e vem atravessam o lago: sapos, patos e dragões agitam o movimento das águas.







A fábula conta a história de um Imperador Chinês muito poderoso que ao saber da existência de um magnífico rouxinol em suas terras manda seus servos buscá-lo a fim de conhecer seu hipnótico e maravilhoso canto. O Rouxinol chega ao castelo do Imperador e logo tem seu lugar de destaque e privilégio junto do Imperador. 
Movido pela inveja, ssim que soube do ocorrido o Imperador do Japão envia um presente ao Imperador Chinês: um Rouxinol de metais preciosos e diamantes que canta igualmente como o original. Encantado com tamanha beleza o Imperador Chinês e sua corte dedicam-se com tamanho fervor ao falso pássaro que num momento de distração o verdadeiro Rouxinol aproveita e foge pela janela aberta. Entristecido, o Imperador bane o Rouxinol de suas terras, proibindo-o de voltar ao castelo. 
O tempo passa e o falso Rouxinol de tanto cantar acaba quebrando e então o Imperador cai em profunda tristeza à beira da morte. 
Sabendo do acontecimento o verdadeiro Rouxinol vem a janela onde jaz o Imperador quase morto. Canta para ele e imediatamente o Imperador retoma suas forças. Feliz novamente de ver o pássaro junto de si, propõe a ele que retorne ao castelo onde teria tudo que desejasse. Mas o pássaro em profunda gratidão diz ao Imperador: “a maior e melhor recompensa que tive foram suas lágrimas quando me viu cantar pela primeira vez. Seu coração é mais importante para mim do que sua coroa, assim sendo eu prefiro viver na floresta onde meu canto é mais magestoso. Mas não se preocupe virei visitá-lo todas as noites e cantarei para seu coração”.


*A ópera foi no Hetmuziektheater - Amsterdam
de 12 de Janeiro 2012 a 22 de Janeiro 2012

*Todas as fotos foram tiradas do Google Images, fontes diversas.
Every pictures are from Google Images.
Thanks to the authors!

The Nightingale and the other fables
Ópera de Stravinsky, baseada na fabula O Rouxinol (de Hans Christian Andersen)
Direção de Robert Lapage

CREDITS
Ensemble
De Nederlandse Opera
Musical direction
Xian Zhang
Direction
Robert Lepage
Cast
Mayram Sokolova, Elena Semenova, Ladies chorus of De Nederlandse Opera, Andreas Jaeggi, Edgaras Montvidas, Nabil Suliman, Ilya Bannik, Olga Peretyatko, Yuri Vorobiov, Frank Engel, Richard Meijer, Robert Kops, Oleksandra Lenyshyn, Anneleen Bijnen, Richard Prada
Orchestra
Residentie Orkest
Choir
Koor van De Nederlandse Opera





segunda-feira, 31 de outubro de 2011

PETER PAUL RUBENS




Peter Paul Rubens. The Union of Earth and Water. Oleo s/ tela. 222,5x180,5cm


Apesar de não estar entre meus favoritos Rubens faz parte do grupo dos grandes. Aqueles artistas que deixaram seu legado através de suas obras.
Estar diante de suas pinturas de grandes dimensões, provoca certo arrebatamento do olhar. As obras envolvem e capturam pra dentro de um mundo longínquo, distante do aqui e agora. Personagens misteriosos, quentes e carnosos. A sensualidade presente (apesar do tema religioso em muitas obras) instiga, impulsionada pelas cores quentes e macias. Os olhos tocam carinhosamente a superfície das coisas e das paisagens, suavizados pelo toque aveludado das tintas.Puro deleite.
Sua obra (na minha modesta opinião) é virtuosismo puro e simples. Mas não é aquele tipo de arte que eleva, que fala para além das aparências. Que transforma alguns momentos diante delas em continua reflexão. Aquilo que permanece com a gente mesmo depois de algum tempo depois.
Mas é uma grande obra, sem dúvida. O maior expoente da Pintura Barroca Flamenga, Rubens pintou diferentes temas: bíblicos, mitológicos, históricos, retratos, paisagens e naturezas mortas


A história de Rubens...

Interessante constatar como sua obra aconteceu dentro de um contexto muito particular que deu feições próprias e abriu estradas para sua produção de arte.
Rubens nasceu por acaso em Siegen, na Alemanha, mas foi criado em Antwerpia, na Bélgica.  Seus pais estavam então exilados na Alemanha devido a questões políticas quando ele nasceu. Foi um homem educado nos moldes humanistas e eruditos da Europa do século XIV. Aprendeu o oficio da pintura desde muito cedo freqüentando os grandes mestres flamengos da época, entre eles Otto van Veen. Apesar de ter estudado leis, revelou desde cedo um talento e uma preferência natos para as artes, sempre devidamente incentivado pela família. Aos 21 anos já era um artista pronto e preparado para alçar vôos maiores, mais audazes. Talvez por influencia do mestre van Veen, Rubens viaja para a Itália, a fim de estudar a pintura do Renascimento.
Atendendo a um chamado do Duque Vicenzo de Gonzaga - Duque de Mantova, trabalharia como o pintor da corte. Antes de se estabelecer, no entanto, Rubens visitaria Venezia aonde conhece as obras de Ticiano, Veronese e Tintoretto. Esses artistas causaram um profundo impacto no jovem artista Rubens. Especialmente Ticiano quem marcaria o espírito e a obra de Rubens até sua maturidade.
Financiado pelo seu mecenas o Duque de Mantova, Rubens viaja para Roma e Firenze. Estuda Michelangelo, Raphael e Leonardo da Vinci, arte Grega e Romana e entra em contato com o trabalho de Caravaggio. Essa experiência enriqueceu muito seu trabalho. Além de produzir para a corte (inúmeros retratos para a aristocracia) ele também tinha a liberdade de aceitar encomendas externas. Tornou-se famoso entre as elites da época e muito bem pago pelo seu oficio.
Além de artista virtuoso, Rubens possuía um caráter afável, receptivo e amigável para com as pessoas. Descrito também como um homem bonito e cortês. Essas qualidades o levaram mais longe e assim a pedido do Duque de Mantova, Rubens viaja para Espanha em missão diplomática com agrados do Duque para a corte de Filipe III.
Estreita seus laços com os membros da realeza espanhola e suas encomendas crescem na medida de seu prestígio. Outras oportunidades de viagens diplomáticas no futuro iriam também abrir novas portas para a carreira de Rubens.
Mais tarde em 1608 ele retorna a Antuérpia, a princípio pela morte de sua mãe, mas logo em seguida decide ficar. Foi convidado a ser o pintor da corte espanhola nos Países Baixos. Naquele tempo a Espanha fortemente católica lutava pela hegemonia dos Países Baixos (Bélgica e atual Holanda) contra a crescente predominância dos Protestantes e Calvinistas. A necessidade de propaganda política através da arte abria portas de oportunidades para o tipo de trabalho que ele sabia fazer tão bem.
Com o domínio da Espanha católica na região de Flandres a demanda por arte sacra da Igreja ofereceu uma grande abertura para Rubens. O começo de um período de prosperidade e riqueza.
Rubens além de artista virtuoso e hábil político (diplomata) também era um empreendedor visionário e excelente condutor de seus negócios. Iniciou um atelier de pintura que empregava um elenco de inúmeros pintores, aprendizes e assistentes.Nos moldes das italianas. Entre eles, um especialmente se tornou famoso Anthony van Dyck.  
Seu estúdio produziu mais de duas mil obras enquanto o pintor viveu. Rubens trabalhava com um método em que as pinturas eram executadas coletivamente. De início fazia (ou mandava seus assistentes fazer) um esboço preliminar sobre o assunto da obra. Entregava então para o cliente que decidia pela realização ou não da mesma. Assim, se a obra era aprovada Rubens iniciava o trabalho com os esboços e desenho e os assistentes continuavam com as tintas até chegar no acabamento final dado sempre pelo mestre.
Rubens foi o equivalente ao hyped artista contemporâneo atual: famoso, incensado, hiper cultuado e over priced. Teve fama, sucesso e dinheiro desde muito cedo na sua carreira - fato bastante incomum para época. Visionário, muito além de seu tempo, anteviu o que hoje se chama marketing pessoal.
Fez sua pintura, sua carreira e sua história organizadas em uma base meticulosamente estudadas e ordenadas. Soube aproveitar a demanda do momento, empreender seu talento a favor do poder dominante de então: a Aristocracia aliada a alicerçada pela poderosa e influente Igreja Católica.
Sua obra revela seu tempo, seus ideais e seu virtuosismo preciso. Mas sobretudo a perspicácia e o talento de um jovem que conquistou seu espaço na história da pintura.


*Peter paul Rubens
Siegen, Germany. 28 Junho, 1577
Antwerpia, Belgica. 30 Maio, 1640

Alguns links sobre Rubens:

*Rubenshuis (Casa Museu de Rubens em Antuérpia)
 Exposição:  Rubens, Van Dyck  e Jordaens
De 17 Outubro 2011 a 16 de Março 2012


Peter Paul Rubens. The Descent from the cross. Oleo s/ tela 297x200cm



Peter Paul Rubens. Adão e Eva.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Agenda Outubro/Novembro 2011




O que anda acontecendo por aí...
(clique no titulo-link pra acessar o website do evento)


MUZEUMNACHT (MUSEUMNIGHT)
Muzeumnight esse ano acontece dia 5 de Novembro: arte, musica, performances, workshops, diversão durante toda a noite em vários museus, espaços e casas noturnas.


AMSTERDAM FILM WEEK
Primeira edição do evento. 
Os filmes mais falados de 2011, participantes ou ganhadores de premios: Oscar, Cannes, Berlim ou Tibeca. 
Estarão em cartaz novamente nas imediações da Leidseplein. A programação inclui entre outros: King's Speech, Black Swan, Tinker tailor Soldier Spy, The Tree of Life e o independente e falado iraniano Circunstance.
Data: 1 a 6 de Novembro 2011.

Rubens, Van Dyck e Jordaens
Flemish Painters from the Hermitage
17.09.2011 a 16.03.2012
Rubens não está entre meus favoritos, mas ver suas monumentais obras ao vivo muda consideravelmente meu ponto de vista a respeito. Interessante também saber um pouco mais sobre o contexto e o tempo em que aconteceu sua obra.
*Também acontece a exposição Young Flemish Masters no primeiro andar do Herenvleugel. São jovens artistas flamengos contemporâneos que expões suas obras inspiradas nas pinturas dos grandes mestres da expo principal.

VAN GOGH MUSEUM
Exposição temporária: Snapshot. Painters and Photografy.
14.10.2011 a 03.01.2012


FOAM (Fotografia)
Still Life: 9.09.11 a 26.10.11
Talent 2011: 13.10.11 a 15.12.11
Raphael Dallaporta: Observation. 2.09.11 a 26.10.11
Breno Rotatori: Habitar o Tempo - Fotógrafo brasileiro


HET- MUZIEKTHEATER
Swan Lake: 17.10.11 a 14.11.11
Electra (Opera): 6.10 a 31.10
Concerto de almoço: toda Terça feira tem concerto gratuito das 12:30h ás 13h
Ballet Gala: 17.11.
A peça tem duração de 3:20h com 2 intervalos. Para mim é puro deleite do começo ao fim. Uma das mais populares obra de ballet  Lago dos Cisnes é um espetáculo clássico que merece ser visto.


NIEUWE KERK  - Amsterdam
Em exposição a obra prima de Rembrandt A Sagrada Familia de 1645.
A obra permance em exposição de 11 de Outubro a 13 de Novembro 2011.
A pintura foi adquirida por Catarina A Grande em 1772 da Crozat Collection e é um das obras mais importantes  do Hermitage St Petersburg.













quinta-feira, 20 de outubro de 2011

VAN GOGH: NEW LIFE -nova biografia sobre Van Gogh






                               Starry Night, 1889.


"As a painter, I will never amount to anything important. I am absolutely sure of it."




Uma nova biografia de Van Gogh - “Van Gogh: The Life escrita por dois eminentes autores Steven Naifeh e Gregory White Smith - vencedores do  Pulitzer Prizer com a biografia de Jackson Pollock -coloca em xeque a história oficialmente aceita sobre a morte de Vincent Van Gogh.
Após uma intricada e detalhada pesquisa de mais de dez anos os autores sustentam a idéia que Van Gogh não cometeu suicídio, mas ao invés disso foi vitima de circunstâncias dramáticas, morto acidentalmente por uma arma de fogo, portada possivelmente por dois garotos adolescentes, conhecidos do artista na época.
A história foi sendo construída quando os autores perceberam lacunas, contradições, fatos obscuros e acontecimentos não explicados ao longo da história oficial sobre a vida e especialmente sobre os fatos que rondaram a morte do artista.
Amparados por uma equipe completa e super habilitada: inúmeros tradutores, especialistas em computação, pesquisadores e até mesmo um software específico pra o desenvolvimento da pesquisa. Naifeh e Smith foram clareando a ideia de Van Gogh não ter dado cabo a própria vida. O conjunto de informações colhidas em diferentes fontes, lugares e em diversas situações, tal qual as peças de um quebra cabeças, foi se encaixando e assim trazendo à tona outros personagens até então desconhecidos, perdidos sob a poeira do tempo e do esquecimento.

Assisti aos dois videos abaixo sobre a nova biografia de Vincent. É uma entrevista que o repórter Morley Safer - correspondente da CBS News, faz com os dois autores da biografia no seu famoso 60 minutes. A reportagem nos leva aos lugares onde Van Gogh viveu e morreu, reconstituindo o percurso de seus últimos momentos. Também vai até alguns lugares importantes no rastreamento das informações necessárias ao trabalho dos autores e da equipe de investigação. O Van Gogh Museum abriu suas portas e arquivos privados com a correspondência entre os familiares do artista, para facilitar e dar suporte às investigações.  O Museum se manifestou dizendo que o resultado é "dramático" e "intrigante" enquanto que o curador do Museu e editor do Van Gogh Letters Project Leo Jansen sugeriu que "muitas perguntas ainda permanecem sem respostas" e "é cedo para descartar a hipótese de suicídio". Em contrapartida também disse: "é a biografia de Van Gogh para as próximas décadas".


*A reportagem instiga  e interessa, mas a vontade de saber mais permanece comigo.
Saber sobre a história da real situação que envolveu a vida de Van Gogh e seu derradeiro fim. Vou ler o livro e proximamente faço um post aqui sobre o tema.

Primeira parte



Segunda Parte

VAN GOGH: NEW LIFE -nova biografia sobre Van Gogh

                                          Starry Night, 1889.



"As a painter, I will never amount to anything important. I am absolutely sure of it."

Uma nova biografia de Van Gogh -  “Van Gogh: The Life” escrita por dois eminentes autores Steven Naifeh e Gregory White Smith - vencedores do  Pulitzer Prizer com a biografia de Jackson Pollock - coloca em xeque a história oficialmente aceita sobre a morte de Vincent Van Gogh.
Após uma intricada e detalhada pesquisa de mais de dez anos os autores sustentam a idéia que Van Gogh não cometeu suicídio, mas ao invés disso foi vitima de circunstâncias dramáticas, morto acidentalmente por uma arma de fogo, portada possivelmente por dois garotos adolescentes, conhecidos do artista na época.
A história foi sendo construída quando os autores perceberam lacunas, contradições, fatos obscuros e acontecimentos não explicados ao longo da história oficial sobre a vida e especialmente sobre os fatos que rondaram a morte do artista.
Amparados por uma equipe completa e super habilitada de inúmeros tradutores, especialistas em computação, pesquisadores e até mesmo um software específico pra o desenvolvimento da pesquisa. Naifeh e Smith foram clareando a ideia de Van Gogh não ter cabo a própria vida. O conjunto de informações colhidas em diferentes fontes, lugares e em diversas situações, tal qual as peças de um quebra cabeças, foi se encaixando e assim trazendo à tona outros
personagens até então desconhecidos, perdidos sob a poeira do tempo e do esquecimento. 
Assisti aos dois videos abaixo sobre a nova biografia de Vincent. É uma entrevista que o repórter Morley Safer - correspondente da CBS News, faz com os dois autores da biografia no seu famoso 60 minutes.
A reportagem nos leva aos lugares onde Van Gogh viveu e morreu, reconstituindo o percurso de seus últimos momentos. Também vai até alguns lugares importantes no rastreamento das informações necessárias ao trabalho dos autores e da equipe de investigação.
O Van Gogh Museum abriu suas portas e arquivos privados com a correspondência entre os familiares do artista, para facilitar e dar suporte às investigações.
O Van Gogh Museum se manifestou dizendo que o resultado é "dramático" e "intrigante" enquanto que o curador e editor do Van Gogh Letters Project  sugeriu que "muitas perguntas ainda permanecem sem respostas" e "é cedo para descartar a hipótese de suicídio".
Em contrapartida também disse: "é a biografia de Van Gogh para as próximas décadas".


*A reportagem instiga  e interessa, fica a vontade de querer saber mais sobre a história da real situação que envolveu a vida de Van Gogh e seu derradeiro fim. 
Vou ler o livro e proximamente faço um post aqui sobre o tema.



Primeira Parte


Segunda parte



segunda-feira, 17 de outubro de 2011

MUSEUMNACHT


                               Photo from  Museumnacht Facebook

Frio chegando e a promessa de noites geladas logo, logo batendo na porta. Pra quem curte sair de casa, festas e afins o frio nada impede de curtir o que a cidade tem pra oferecer de melhor. Pra dar um empurrãozinho, esquentar o clima e fazer acontecer tem algo que merece ser visto com mais atenção: o Museumnacht.
Todos os anos em Novembro acontece esse evento durante uma noite mágica em que arte + diversão se juntam pra encantar e envolver milhares de pessoas que se aventuram noite adentro, pelos museus de Amsterdam e festas afins. A idéia é focada no publico jovem que curte noite e balada. O que obviamente não exclui os não tão jovens. Trazer pra dentro dos museus uma galera que talvez por outras vias tomasse um caminho fácil de todo-sempre-igual findesemana : dançar, beber e perambular pelas festas e bares da cidade.  
A energia jovem tem uma vibe diferente, renovadora, transformadora e cheia do novo.  Trazer essa energia renovada pra cena das artes provoca uma reorganização na dinâmica dos lugares, traz ar fresco pra dentro  dos museus. 
Museumnacht esse ano vai ser dia 5 de Novembro. Artes plásticas, dança, musica ao vivo, DJs, performances, workshops, tour especiais e after-parties acontecem das 7 da noite até as 2 da manhã.
Com apenas um ticket você pode visitar todos os lugares que fazem parte da programação, programar-se e ir de um local a outro. 
Os amsterdammers apelidaram o evento de "n8" porque em holandês a pronúncia do oito=acht é igual ao de nacht=noite (o som do cht é feito com a garganta) e a palavra nacht tem o mesmo som.
Os tickets dão direito a visitar todos os lugares/museus participantes + transportes especiais para o evento (trams, onibus, barcos) + entrada nas after-parties + uma entrada em um dos museus participantes em dia diferente, até dia 31 de dezembro 2011. Algumas casas noturnas que estarão no evento: Melkweg, Sugar Factory, Paradiso e Chicago Social Club.


Tickets comprados antes custam 17,50 euros e comprados na hora 20 euros. 
Atenção: vale a pena comprar o ingresso antes, com antecedência. Os museus e locais participantes não vendem tickets!


Lugares onde comprar:
*AUB Ticket Shop. Leidseinplein 26.
*Concerto. Utrechtestraat 52-69.
*FAME Music Store. Kalverstraat 4.
*WEBSITE MUSEUMNACHT


*Não é possivel usar o Museumjaarkaart (Cartão Anual de Museus) ou IAmsterdam Card para esse evento.

*MUSEUMNACHT
*WEBLOG MUSEUMNACHT
*FACEBOOK
*MAPA DE TODOS OS MUSEUS E LOCAIS


sexta-feira, 7 de outubro de 2011

National Park De Hoge Veluwe e Museu Kröller Müller





Arte, arquitetura, lazer e natureza 

Tem coisas que sozinhas já são suficientes pra encher o coração de alegrias, mas combinadas com outros elementos ficam ainda melhor.
Assim é o Museu Kröller Müller uma viagem deliciosa pelos caminhos da arte, rodeado pela natureza exuberante e por jardins repletos de esculturas lindas. O museu fica dentro de uma imensa reserva natural: o National Park De Hoge Veluwe  pertinho da cidade de Apeldoorn, aqui na Holanda.
O parque é formado por 5.400 hectares de florestas, planícies e dunas. É o habitat de javalis, veados e muflões (sub família dos caprinos).
O parque por si só já vale a visita. Tem uma estrutura enorme que inclui áreas de lazer para crianças, restaurantes e outras atrações:  St. Hubertus Hunting Lodge Park e Country-residence (antiga residência da família Kröler-Müller), Museum Jachthuis Sint Hubertus (Museu da família Kröller-Müller), Visitor Centre/Museonder (Museu Subterrâneo), Kröller-Müller Museum (museu de artes) and the Sculpture Garden (jardim das esculturas).
Um diferencial do parque é que oferece cerca de mais de 1700 bicicletas param serem usadas pelos visitantes. Parte delas, as Bicicletas Brancas são gratuitas e estão espalhadas pelo parque em alguns pontos como entradas e áreas de lazer.
O sistema das Bicicletas Brancas vem lá dos anos sessenta, das idéias de Luud Schimmelpennink um expoente dos famosos PROVOS de Amsterdam (saiba mais sobre eles aqui). Schimmelpennink propôs ao governo holandês um sistema rotatório de bicicletas grátis, mas a idéia nunca vingou. Em 1975, De Hoge Veluwe National Park e o ANWB aderiram a idéia e de inicio ofereceram 50 bicicletas. A idéia deu muito certo e hoje o parque tem 1700 bicicletas brancas. São bicicletas de design simples sem acessórios e com selim e guidon ajustáveis na altura, assim qualquer pessoa pode pedalar confortavelmente. Têm também bicicletas pequenas para crianças (sem rodinhas de apoio), bicicletas com cadeirinha traseira ou dianteira. As bicicletas brancas são grátis e funcionam num sistema de rotação, não pode ser cadeadas. Assim que você larga sua bike branca nos compartimentos outra pessoa pode imediatamente pegá-la. As bicicletas brancas não podem ser reservadas, você tem que contar com a sorte. Nas entradas do parque é aconselhável chegar cedo pra pegar bikes disponíveis. Como o sistema é rotativo sempre sobra bikes na parte central do parque.Elas se encontram nas entradas do parque que são três: Hoenderloo, Otterlo, Schaarsbergen; na parte central Merchantplein, Jachthuis Stint Hubertus e perto do Kröller-Müller Museum.


                                          Fotos by Monica Cella

Mas se você quer garantir ter sua bike o tempo todo durante sua estadia no parque, pode alugar as Bicicletas Azuis. Você pode aluga-las por 3,50Euros por dia p/pessoa. Nesse caso as bicicletas têm cadeados e sua bike permanece garantida. O parque oferece todos os tipos de bikes: Bicicletas especiais como Backfiets (bicicletas com caixas para carregar até 4 crianças), bicicletas para quem tem necessidades especiais (nesse caso gratuitas) como cadeiras de rodas que podem ser adaptadas em outra bike, tandem bikes (bicicletas duplas), triciclos, bikes elétricas, etc.
Todas essas bikes especiais têm que ser reservadas com um dia de antecedência no Email  reserveringen@hogeveluwe.nl   - custam 10 euros p/dia p/pessoa.



*A foto acima foi "emprestada" do website do Parque;
*O parque também oferece equitação com aluguel de cavalos;
*Horário de funcionamento do parque aqui


A história do museu começou quando Helene Kröller-Müller (1869-1939) comprou sua primeira obra de arte . Ela nasceu numa família de prósperos e ricos industriais alemães, casou-se com o holandês Anton Kröller, por sua vez também um rico empresário. Os Kröller-Müller dotados de grande idealismo foram os responsáveis pela existência do Museu que hoje leva seu nome e pelo parque onde está situado. Helene foi uma mulher apaixonada pelas artes, dedicou-se a aprender sobre o assunto com H.P. Bremmer, um educador na apreciação das artes. Bremmer frequentava sua casa assiduamente e incentivou-a a colecionar obras de arte. A partir de 1905 ela inicia sua coleção através dos conselhos de Bremmer e mais tarde ela mesma passa a escolher os trabalhos que compra.
A pedido do casal Kröller- Müller,  Bremmer freqüentava leilões de artes, estúdios de artistas e negociantes de artes a fim de encontrar peças para incrementar sua coleção. Em poucos anos Helene possuía uma vasta coleção de obras de Van Gogh seu artista preferido.  Durante toda sua vida ela comprou mais de 11.000 obras e objetos de arte. O arquiteto Henry van de Velde também ajudou-a como conselheiro na compra de algumas obras. A coleção de obras de Van Gogh é a segunda maior do mundo, atrás apenas da coleção da família do artista (hoje pertencente ao Museu Van Gogh).
Anton era um entusiasta da caça o que o levou a comprar muitas terras e fazendas ao longo dos anos. A reserva onde hoje se situa o parque era propriedade dos Kröller- Müller. Eles moraram por alguns anos na St Hubert Hunting Lodge que foi projetado especialmente para o casal pelo famoso arquiteto holandês HP Berlage.                    
Helene tinha tantas obras que chegou até mesmo expor sua coleção numa das salas da empresa do marido. Os interessados marcavam hora para apreciar as obras. Visionária, um dia sonhou em construir um museu para abrigar sua vasta coleção de obras de arte. Seu sonho era compartilhado pelo marido e juntos eles encomendaram projetos do museu de Ludwig Mies van der Rohe e Peter Behrens.As maquetes podem ser vistas no próprio museu ainda hoje.
Mais tarde, tempos difíceis vieram e a crise atingiu os negócios dos Kröller-Müler. Consequentemente a coleção de artes ficou ameaçada. Assim, em 1935 o casal encontra uma solução para manter a coleção de artes intacta: fazem uma doação da coleção para o Estado e assim criou-se uma Fundação devidamente amparada pelo Estado. Na condição de o governo mantê-la coesa através da construção de um museu. Em 1938 o Museu Kroler-Müller abre suas portas tendo com diretora Helene. Mas ela desfrutou de seu sonho por apenas 1 ano, vindo a falecer em 1939.
Atualmente a coleção se ampliou e inclui obras de George Seurat, Pablo Picasso, Fernand Leger, Piet Mondrian, Josef Albers, Jenny Holzer, Louise Bourgeois, Anselm Kiefer, Anish Kapoor,  Donald Judd, Richard Serra, Walter Leblanc  entre muitos outros.
Na parte externa do museu tem o Jardim das Esculturas, onde obras e natureza se misturam em perfeita harmonia. Nos anos 50 o diretor do museu Bram Hammacher iniciou a ampliação da coleção com a aquisição de esculturas. Obras de Donald Judd, Alberto Giacometti, Sol LeWitt, Bruce Nauman, Rodin, Henry Moore, Claes Oldenburg, Barbara Hepworth, Richard Serra, Mario Merz, Jean Dubuffet entre outros contemporâneos

O parque tem muitas atrações e precisa ser visto sem pressa. Por isso uma ida apenas não é o suficiente, programe-se pra chegar cedo.







 
  

*As duas últimas fotos acima foram emprestadas do website do Parque Hoge Veluwe

 Links
*Jardim das Esculturas, mapa


*De Amsterdam, transportes publicos: trem da Centraal Station para Apeldoorn;
na estação central de Apeldoorn tem ônibus regulares para o Parque: linha Turistica 400, para perto do museu; linha 108 para na entrada Hoenderloo que fica cerca de 5km do centro do parque e do Museu Kröller-Müller. Logo na entrada Hoenderloo tem um estacionamento de Bicicletas Brancas (grátis). Também tem um estacionamento de carros e uma estrada principal que leva até o centro do parque, onde você pode deixar seu carro e pegar uma bicicleta. 



Helene Kröller-Müller...
‘Part of the intention of forming this collection was to show - to prove - that abstract art is not something insurmountable but that it has always existed. That is why you find new and older works here side by side. I meant to use the old to support the right of the new to exist.’

Sobre Van Gogh:
‘His value lies not in his means of expression, his technique, but in his great and new humanity. He created modern Expressionism.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

ISTAMBUL, TURKEY


Istambul caleidoscópica, a cidade das sete colinas...





Algumas cidades provocam suspiros, assim que você chega já fica impactado, tomado por sua beleza visível, suas paisagens de encanto. Outras nem tanto, ocultam seus mistérios, escondem-se sob um véu a ser descoberto. Não se exibem descaradamente, nem fazem alarde de sua beleza. A modéstia é seu mote. Acho que isso tá relacionado diretamente com sua cultura, mas nem por isso deixam de ser belas.
A minha Istambul é assim, uma cidade sem exclamações, interjeições ou algo do gênero. Uma cidade para ser descoberta aos poucos, feita de paisagens imaginárias construídas nas memórias do tempo, nos meandros do espaço. Feita de cheiros, sons, cores e sabores. Uma cidade que ora se mostra ora se esconde.
Caminhando pelas ruas de Sultanahmet o bairro histórico de Istambul - onde está a maioria das atrações históricas - a imaginação se torna companheira constante e os pensamentos voam para lugares perdidos no tempo e no espaço. Em algum momento no passado, poderosos imperadores e sultões, príncipes e reis, concubinas e rainhas viveram, amaram, lutaram, conquistaram, riram e choraram suas dores, alegrias e amores nesse pedaço de chão.
Bizâncio, Constantinopla, Istambul são alguns de seus nomes, que ao longo do tempo foram sendo modificados tal qual o caráter e as feições dos povos que por aqui passaram.
Meus primeiros dias em Istambul foram tentativas desencontradas em buscar uma cidade imaginária e mágica, povoada por personagens fantásticos que habitavam desde sempre minha imaginação desde as aulas de história na época de adolescente. Onde encontrar algo que só existe dentro de si mesmo? Que permeia memórias longínquas de um tempo que pra mim nunca chegou a existir de fato? Afinal é composto do mesmo material dos sonhos...
Apenas vestígios e rastros, pegadas etéreas aqui e ali de um passado tão longe que chega mesmo a parecer ficção.
Na verdade, alguns dias depois encontro pistas que me levam ao encontro da minha Istambul, aquela que habitou por tanto tempo meus sonhos. São cheiros, cores, sabores e aromas. Movimentos, ritmos e sons. Coisas de quem tem a cabeça sempre a divagar. Mas assim aconteceu.
A música chorosa e melancólica é a coisa mais forte, tocante. Vem do alto dos minaretes, convocando os fiéis para as preces diárias nas mesquitas, quase um lamento ao Onipresente Allah. Sempre Allah. Tempo de Ramadam (Agosto) de jejum e orações cinco vezes ao dia. As vozes dos vendedores do Mercado de Especiarias anunciam aos berros seus produtos competindo entre si, uma quase briga bem humorada, cheia de vida e animação. O frenético vai e vem de gente se acotovelando pelas ruas estreitas ao lado do mercado. Cheiro de açafrão, curry e pimenta, cheiro de kebab e milho verde vendido nos carrinhos pelas ruas. O gosto doce e suave do lokum, típica iguaria turca. As cores berrantes dos montes de especiarias que grudam nos meus olhos: verdes, vermelhos, amarelos, laranjas. Legumes desidratados pendurados em cachos pendentes, mais parece obra de arte de tão lindos. Gosto delicioso de Simít coberto com gergelim. Cheiro de peixe misturado com maresia que vem do lendário Golden Horn (estreito), logo ali caudaloso passando por debaixo da Ponte Gálata, em direção ao Mar de Marmara. Navegadores mercantes, exércitos triunfantes, comércio de especiarias, descobertas, o mar e amores. Cheiro de urina de gato - nunca vi tanto gato! Espalhados aos montes pela cidade afora. O ruflar das asas das pombas pelas praças sobrevoando a cabeça –alvo dos passantes. As mulheres islâmicas andando braços dados, com suas vestes jilbab, cabeças cobertas pelo hijab, muitas de preto. Cabeças curvadas e olhares baixos. Os homens quase sempre em pequenos grupos, quase, quase a conspirar olhando pela tangente para as ocidentais despudoradas em vestidinhos curtos. O colorido dos famosos tapetes turcos, suas tramas e tranças contando histórias e memórias. Os escritos em árabe, ainda remanescentes de um tempo distante, evocando o Corão e os tempos de Maomé (Muhammad). As orações-lamento dentro das mesquitas, belíssimas! onde homens rezam separado das mulheres.
O céu azul brilhante e o sol caliente guiam meus passos e iluminam meus pensamentos.  Assim continuo a andar e investir na descoberta de suas riquezas e encantos. Cada passo conquistado arrisco a contemplar a idéia de uma Istambul idealizada. Cidade que não existe mais, perdida no tempo. Cidade que se transforma a cada minuto impregnada de tempo presente. Um lugar incomparável sim, único. Cheia de contradições, pessoas, cheiros, barulhos, buzinas, mesquitas e minaretes, trânsito caótico, tapetes mágicos e algumas boas surpresas.
Istambul caleidoscópica, cheia de caminhos e descaminhos, subidas e descidas. A cidade das sete colinas e dos minaretes. Apenas impressões, muitas indeléveis...






Um close na cultura, fatos e atos...

*A escrita árabe está em todos os lugares – A Turquia é um país de maioria mulçumana. Maomé foi quem criou o Islã. Ele nasceu em Meca, cidade sagrada para os islâmicos, situada na Arábia Saudita. Maomé decodificou o Corão em árabe. A Civilização Árabe se desenvolveu sob a proteção do Islã e foi uma civilização da escrita. A escrita especialmente árabe é considerada uma ligação especial com a palavra de Deus e fundamento de vida para os islâmicos;
*95% da poulação de Istambul se diz Islâmica;
* A Turquia é um país laico, secularizado a partir da Republica Da Turquia em 29 de outubro de 1923 por Kemal Atatürk.
*O véu e as roupas femininas - As mulheres islãmicas fazem uma escolha ao usar ou não a jalabib (espécie de túnica comprida e solta) e o hijab (véu que deve cobrir a cabeça e o colo), isso não é mandatório segundo o Islãm. Seu uso se faz com vários intuitos: se despir da vaidade mundana e das aparências, se resguardar dos olhares de desejo dos outros homens (na comunidade islâmica tanto homens quanto mulheres devem se manter virgens até o casamento, portanto a roupa das mulheres funciona como facilitador da castidade). Também significa modéstia e fé em Deus. Atributos altamente valorizados pelos islâmicos.Mas acima de tudo é a representação íntima de uma jornada espiritual na qual a maioria das mulheres acredita.
*O Ramadam acontece uma vez por ano no nono mês do calendário Islâmico que é lunar e não solar.É o mês em  que o Alcorão foi revelado a Maomé. Os islâmicos jejuam da aurora até o por do sol e devem abster-se de comida, bebida (inclusive água) e relações sexuais. È consierado um método de purificação espiritual e auto disciplina. Os fiéis também criam uma empatia com todos aqueles que passam fome, estimulando a caridade.
*Ablução- é um rito utilixado por diversas religiões. É o ato de lavar-se/purificar-se com água. O batismo é uma ablução. Os islâmicos Antes de rezar devem lavar-se a cabeça, os olhos, as narinas, as mãos e os pés. Isso chama-se ablução. È considerado uma higienização do corpo que para eles carrega muitas impurezas.
* Aesop,ou Esopo famoso univeersalmente por suas fábulas era turco, nasceu na Anatólia (Anadolu em turco) a parte oriental da Turquia ou Ásia Menor.
*O Estreito de Bósforo separa a Europa da Ásia, divide Istambul ao meio sendo a parte ocidental fica a Europa e a parte oriental na Ásia;
*As tulipas são originárias da Turquia. Tulipa=turbante. Foram trazidas à Holanda ,pelo Embaixador Ogier Ghiselin de Busbecq, representante de Carlos V da Holanda na corte de Süleyman, o Magnífico.
* Fica em Istambul a histórica estação ferroviária de Sirkeci, última paragem do Expresso Oriente-Simplon, um dos trens mais luxuosos do mundo. Fazia o trajeto entre Paris e Istambul (Constantinopla na época) desde 1883 a 1977;
* As sete igrejas do apocalipse são localizadas onde se encontra hoje a Anatólia: Éfeso, Izmirna, Pergamundo, Tiatira, Sardis, Filadélfia e Laodicea;
* Mustafa Kemal Atatürk (o pai dos turcos) Herói nacional, é uma figura muito reverenciada no país todo. Suas fotos se espalham em todos os lugares. Foi um oficial do exército, revolucionário, estadista e o primeiro presidente da Turquia. Tem os méritos de ser o fundador da República da Turquia em 1923. Revolucionou o país implementando mudanças drásticas na política, economia, educação, cultura e sociedade, transformando a Turquia num Estado-Nação secular, moderna e ocidentalizada.
* A maioria da população vive na porção asiática de Istambul e trabalha na européia. Duas pontes unem ambas as porções da cidade