terça-feira, 24 de junho de 2008


Colagem s/papel

(DES)CONECTADOS

As fronteiras já não existem mais.

Podemos nos deslocar pelo globo e viver situações impensáveis em questão de horas. Os horizontes geográficos se expandiram e nos proporcionaram inúmeras possibilidades de conhecer o mundo em que vivemos facilitando o acesso a lugares que antes só povoavam nossa imaginação.
Através da Rede, conhecemos em segundos todas as informações a respeito de um país, sua cultura, seus costumes, ou qualquer outra questão que nos interesse e esteja à milhas de distância física. As barreiras culturais se estreitam e nos permitem chegar mais perto do outro, do diferente, que mesmo antes de conhecê-lo de fato, podemos aproximá-lo através das informações que podemos obter a respeito dele. As inúmeras tecnologias existentes hoje - celulares, ipod, computadores, lan house, etc - facilitaram essa aproximação e diminuíram as distâncias e o tempo necessários para tal empreendimento. Estamos todos na mesma aldeia global, tão distantes e tão próximos...

Na ânsia de conquistar o tempo e o espaço, inventamos e construímos aeronaves, trens e carros super velozes. Encurtamos distâncias, diminuindo o tempo para atravessá-las.
A tecnologia e o conhecimento que adquirimos estão provocando mudanças radicais no planeta em que vivemos refletindo-se na cultura dos povos e na sua interação com outros povos. Migrações acontecem e modificam a configuração e a dinâmica de cidades, países lugares. Estamos formando um emaranhado de gente, cada qual com sua própria bagagem, cultura e vivências e vamos nos influenciando, provocando e produzindo ressignificações em todos os aspectos .O olhar pra fora, a conquista do território físico, de aspecto geográfico.
Nossos horizontes internos se expandiram na mesma medida diante de tantas possibilidades reais e concretas que podemos vivenciar?
No contexto desse mundo, exógeno a nós mesmos, como fazer o movimento contrário, o olhar pra dentro, e enxergar a nós mesmos?
Vivemos trancados em nossas próprias fronteiras individuais, emparedados pelas nossas próprias couraças “protetoras”. Limitados pelo nosso medo, assombrados com o desconhecido que habita nosso próprio interior, instigados por tantos estímulos. Conhecemos tudo sobre engenharia, mecânica e física, mas aquele que habita na intimidade do meu ser, tornou-se um completo desconhecido. Somos estranhos a nós mesmos.
O homem avançou em largos passos aspectos importantes do desenvolvimento tecnológico, mas deixou passar seu lado humano, sua vida psíquica e espiritual.

Como fazer pra ultrapassar as fronteiras armadas por nossos próprios estratagemas?Como escapar das armadilhas construídas por nós mesmos?

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