sábado, 15 de maio de 2010

O Brasil é plural


Azul, rosa e amarelo.O Brasil é verde, preto, mulato, branco e de todas as cores.
O Brasil tem fome, tem sede e arde de desejos. É preguiça e vontade, ginga e criatividade.
Tudo-ao-mesmo-tempo-agora.
Samba no pé e Tom Jobim...o que falar da sonoridade e dos ritmos do Brasil ?!
Riqueza e diversidade: bossa nova, maracatu, berimbau, Tropicália, marchinha, frevo e percussão.
Música pra esquentar o coração.
Praia, sol, serra, frio e mar e muito amor pra dar...sua força reside justamente na sua sua maior fraqueza que é acreditar.
Tem Mula sem Cabeça, Curupira e Boitatá.Tem Saci-Pererê, Bernunça e Boi Bumbá.
Quadrilha, Frevo e Acarajé. Baiana, Carnaval e Forró.
Tem calor e tem frio mas braços sempre abertos ao céu...alma quarada em luz e sol.
Ahhhh, o Brasil, quanta coisa pra falar!
Quanta riqueza de possibilidades vejo e sinto no grande território chamado Brasil.
Difícil encontrar um modo imparcial de falar desse grande gigante, difícil apresentá-lo a um estrangeiro, assim através das palavras. Cheio de personalidades e particularidades, riquezas, belezas e contrastes.
De Norte a Sul, Leste a Oeste nosso lindo país é feito de misturas e texturas tão diferentes que as palavras entram em contradição nas inúmeras tentativas de decifrá-lo.
O Sul e seus imigrantes italianos, alemães, poloneses, portugueses. Sua cultura impregnada nos hábitos e costumes, na cara das cidades, seus jeitos e sotaques. Trabalhadores fortes e obstinados que transformaram um pedaço do grande território em pujança, fartura e qualidade de vida.
O Norte e seu povo mestiço, peito aberto, coração sofrido. Os indigenas e sua riqueza cultural, esquecidos e sobrepujados pela aculturação do homem branco. A grandeza e magnitude da mítica floresta Amazônica, a maior floresta tropical do planeta. Suas plantas, árvores frondosas, e ervas medicinais, recursos inestimáveis de pesquisas e promessas de cura. O caudaloso Rio Amazonas, o maior rio do mundo.
Na região amazônica, tudo é grande e farto, mas também grandes as ameaças do homem, predador diante de tantos recursos.
O Nordeste e sua natureza exuberante e exibida, onde sol, sal, mar e luz se juntam, pra dia após dia fazer um grande espetáculo e formar as mais belas paisagens. Sua gente alegre e amigável, pele morena, coração aberto. O que falta na mesa sobra no riso fácil e farto.
Como falar do Brasil e de sua gente sem levar em conta tantas diferenças e tantas riquezas tão diferentes.
O Centro-Oeste e seus minérios e diamantes, agora já superados pela sede de lucro e poder que agroindústria suplantou. Jóia preciosa da região, o Pantanal Matogrossense reserva ecológica da flora e fauna brasileiras.
Sudeste com suas grandes metrópoles, um amontoado de gentes vindas de todos os lados e de todos os jeitos, cada um em busca. Tentativas, erros e acertos de um povo que não desiste nunca. Suor e cansaço na luta e labuta de um dia melhor. Sempre a esperança.
Cada cidade com sua personalidade, feição própria e caráter. Construídas com um pouco daquilo que cada imigrante trouxe na bagagem: obstinação, alegria, pragmatismo, malemolência, força, coragem, determinação, espontaneidade e jogo de cintura, criatividade e calor humano.
Cidades com histórias pra contar, feitas de alegrias e tristezas encontros e desencontros.
O Brasil é assim, um vasto caldeirão de acontecimentos onde convivem lado a lado elementos e caracteristicas tão diferentes e tão complementares.

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