sábado, 16 de maio de 2009

DESTINOS DE VIAGEM


Ao decidir um destino de viagem somos movidos pela curiosidade por determinado lugar. Pode ser pela arquitetura, cultura, pela arte, paisagens, ou outro motivo qualquer.
Porque esta e não aquela cidade!? O que tem este ou aquele lugar que me motiva e me impele a ir ao seu encontro?!
Por trás das nossas escolhas, sempre está presente algo que está além da simples objetividade e curiosidade. Somos guiados por uma parte do nosso ser menos visível, mais oculto, escondida sob a aparência daquilo que vamos nos tornando com o passar do tempo.
Todo viajante é antes de mais nada alguém que busca, que procura. Todo viajante mais atento, tem a oportunidade de perceber, que existe algo que vai acontecendo durante o caminho, na imprevisibilidade de cada passo, a cada esquina que se dobra...
Nosso trajeto vai se construindo nas dobras do tempo e nós vamos nos desconstruindo à medida que vamos caminhando. Algumas portas se abrem e outras vamos fechando, deixando pra trás algo que já não nos pertence, algo que já não somos mais. Fazemos novas aquisições, novos ganhos, e um novo olhar se instaura.
Nos nossos destinos podemos encontrar coisas que nos permitem um encontro mais sincero com a gente mesmo. Quando você se deixa levar sem pressa, sem a preocupação dos horários a cumprir e de tantas coisas pra ver e fazer, você se permite ver além daquilo que está imediatamente a sua frente. Surpresas podem acontecer. Descobertas, achados, encontros e desencontros.
Mais do que novidades e lazer uma viagem tem a mágica de nos aproximar de nós mesmos, verdadeiramente.



Amst, 19 maio 2009.

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