sexta-feira, 8 de abril de 2011

Tempo, tempo, tempo...



Tempo aceleradooooooooo...


Parece que ontem foi Domingo, hoje já é Domingo outra vez. As semanas correm rapidamente os dias se atropelam e parece que 24 horas já não são mais suficientes pra fazer tudo que nos interessa. Não! não é desculpa de falta de tempo ou conversa fiada de quem protela as coisas simplesmente empurrando com a barriga.
Nossa relação com o tempo, esse ente abstrato por natureza, mudou drasticamente. Antigamente só as pessoas de idade reclamavam sobre o tempo, se referindo a ele como água que se esvai pelos dedos ou com o velho clichê: “o ano passou muito rápido, já é Natal de novo!”.
Hoje em dia todos, jovens e nem tão jovens assim sentem uma evidente mudança na maneira como sentimos as horas, os dias, as semanas, os meses, os anos passarem: as pessoas mais ocupadas e cheias de compromisso até aquelas que levam uma vida mais tranqüila e sem atropelos.
Já parou pra pensar nisso? Porque todos sentem o tempo se esvaindo pelos dedos?
Ok, hoje temos muito mais informações pra processar tudo-ao-mesmo-tempo-agora: tv, computador, smart phone, ipad, ipod, redes de relacionamentos. Temos também  muito mais informações sobre tudo que podemos imaginar, as fronterias do conhecimento se expandiram e se abriram para todos (digo todos os incluídos, obviamente). Temos mais atividades à nossa disposição, de todos os tipos e para todos os gostos. Temos que trabalhar mais, estudar mais, focar mais, praticar esportes, estar atualizados, dar suporte para a família/os filhos, vida social, cuidar de si mesmo, enfim...Uffaa!!
Mas uma coisa me intriga: mesmo aquelas pessoas que não usam as novas tecnologias (internet, celular, etc) que não tem uma vida agitada e cheia de compromissos, que levam uma vida calma, sem muito corre-corre. Até mesmo essas pessoas sentem a tempo acelerado.

Porque a noção da passagem das horas, do tempo parece de fato tão diferente agora? Isso me intriga e me instiga, quero tentar entender o porquê de tantas coisas...

Pra começar, um fato é óbvio: da Revolução Industrial em diante a vida mudou muito. A substituição do operacional pela máquina agilizou os processos, o deslocamento físico (trens, carros, aviões, navios) deu uma nova dimensão à passagem do tempo, conseqüentemente sua organização efetiva foi reajustada, sua importância aumentada. Nosso ritmo de fazer as coisas foi afetado drasticamente pela quebra desse importante paradigma.
Mais tarde surgem os computadores, a internet e toda espécie de aparatos cada vez mais sofisticados. Nova quebra de paradigmas, novo reajuste do nosso referencial em relação ao tempo.
Se no começo tudo parecia uma maravilha com um simples clique do mouse, hoje somos quase escravos e dependentes do “estar conectado”. E não apenas do ponto de vista pessoal. Sistemas inteiros (eletricidade, transportes, comunicações, sistemas de dados, sistemas de controle aéreo, etc) estão organizados e controlados via computadores. Dependemos do seu funcionamento preciso para a vida funcionar melhor. De modo organizado, produtivo, equilibrado e eficiente.
A tecnologia avança a cada dia literalmente e oferece a quem quiser sempre mais: mas capacidade, mais gigas, mais aplicativos, mais velocidade, mais isso e mais aquilo.
Nas entrelinhas, mais tempo livre porque mais ágeis os aparelhos, mas acelerados em processar as operações, resolver nossos problemas. Em outras palavras, nós mesmos escolhemos esse tempo acelerado. E saímos histericamente a correr atrás do tempo,
tempo perdido...

Sinceramente, só isso não me convence. Tem algo mais, algo maior por trás desse intrigante fenômeno…

Eu mesma, por exemplo: não sou o tipo de pessoa acelerada, não tenho uma agenda cheia de compromissos, nem uma vida atropelada. Pelo contrário, tenho uma vida relativamente tranqüila, sem correrias ou atropelos. Até porque minha rotina não exige esse tipo de comportamento. Mesmo assim, sinto na pele esse tal de tempo acelerado. E não entendo efetivamente onde está a dinâmica desse negócio, porque até mesmo o meu tempo se esvai pelos dedos...
Existe também outra abordagem a respeito do assunto, meio esotérica, meio duvidosa (???) mas acho que vale a pena dar uma espiada.
Circula na internet um artigo escrito por Leonardo Boff (por quem tenho profunda admiração e respeito) em 2004 publicado no Jornal do Brasil, 05/03/2004 sobre a Ressonância Schumann. Segundo o texto o fenômeno está afetando a forma como percebemos o tempo.

Ressonância Schumann
Em 1952 o físico alemão Winfried Otto Schumann descobriu matematicamente que a Terra é cercada por um campo eletromagnético muito forte. Esse campo possui uma ressonância - 

Ressonância de Schumann:
"Um fenômeno eletromagnético formado por uma série de picos eletromagnéticos de freqüências extremamente baixas (ELF) do campo eletromagnético da Terra. A freqüência pode variar de 3 Hz até 30 Hz. A intensidade mais elevada ocorre numa freqüência de aproximadamente 7.8 hertz."

Segundo o meio científico a Ressonância de Schumann é usada por meteorologistas a fim de investigar a incidência de descargas elétricas na atmosfera.
Ciência, comprovado. Ponto.
Mas o texto de Boff dá outra interpretação ao fenômeno. Na real, Boff baseou seu texto nas idéias de Gregg Braden, atualmente um guru esotérico e conferencista de temas esotéricos através do planeta. Ex- projetista sênior de sistemas computacionais de uma empresa aeroespacial, ex-geólogo computacional de uma empresa petrolífera e mais tarde gerente técnico de operações da Cisco Systems.
Segundo as idéias de Gregg, as freqüências da Ressonância Shumann estariam sofrendo modificações, especialmente a partir dos anos 80 e 90. A freqüência teria aumentado de 7.8 hertz para atuais 13Hz por segundo, o que teria provocado uma espécie de arritmia/taquicardia no coração do planeta, acelerando a passagem do tempo. Como conseqüência o tempo que tem 24 horas passou na prática a ter 16 horas.

“Empiricamente fêz-se a constatação que não podemos ser saudáveis fora desta freqüência biológica natural. Sempre que os astronautas, em razão das viagens espaciais, ficavam fora da ressonância Schumann, adoeciam. Mas submetidos à ação de um “simulador Schumann” recuperavam o equilíbrio e a saúde.”

A teoria de Gregg (publicada em Awakening to Zero Point: The Collective Initiation,1997 -Despertando para o ponto zero: a iniciação cooperativa) também atribui às modificações de freqüência desequilíbrios ecológicos freqüentes como terremotos, tempestades, vulcões e o comportamento desviante das pessoas, tão comuns e corriqueiros atualmente. 
A comunidade científica ignora-despreza essa teoria. Alguns como no site Espiritualismo o contestam veementemente contrapondo fatos científicos às suas idéias, acusando-o de má fé e manipulador de verdades. Braden desenvolveu outras idéias esotéricas e polêmicas a respeito de possíveis revelações que teve durante sua jornada espiritual.

Como acho importante contrapor idéias e acredito que cada um deve construir suas próprias crenças e pensamentos, deixo aqui as pegadas dos sites por onde passei. Tente você mesmo buscar sua verdade, provavelmente vai encontrar coisas diferentes do que encontrei.

Leonardo Boff (Concórdia-SC-1938) eminente teólogo brasileiro (Teologia da Libertação); Dr. em teologia pela Universidade de Munique; foi professor de teologia sistemática e ecumênica com os Franciscanos em Petrópolis e depois professor de ética, filosofia da religião e de ecologia filosófica na Universidade do Estado do Rio de Janeiro
.
No site Espiritualismo de Beraldo Lopes Figueiredo (recomendo, por sinal!) ele cita Boff a respeito de seu texto baseado nas idéias de Gregg Braden: 

"Leonardo Boff é, sem dúvida, uma pessoa honesta e bem intencionada. No entanto, acreditou e, o que é pior, avalizou e deu credibilidade não só a uma hipótese absurda, mas a uma farsa científica. Infelizmente as pessoas honestas e bem intencionadas costumam crer que todos são como elas - se alguém se diz cientista e afirma que determinados resultados foram obtidos é porque eles de fato foram obtidos." 



BLOG de LEONARDO BOFF          http://leonardoboff.wordpress.com/
WEBSITE de LEONARDO BOFF   http://www.leonardoboff.com
WEBSITE DE GREGG BRADEN http://www.greggbraden.com

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