Sunday, 21 April 2013

Comidas pra vestir (WEARABLE FOODS by SUNG YEOUNI)



                                                Vestido de alho poró


                                                    
Aparentemente os vestidos deslumbrantes da artista sul coreana Sung Yeonju parecem reais, pra usar mesmo. Um olhar mais atento nos diz algo mais sobre eles, feitos de matéria estranha ao mundo dos têxteis. Quanto mais admiramos mais descobertas fazemos a respeito do trabalho da artista. As roupas são feitas de comida. Vegetais, legumes, frutas, camarão e outros tipos de alimentos.
A artista começou sua pesquisa com um trabalho chamado Wearable Foods (Comidas para vestir).
Ela pesquisa os materiais exaustivamente nas feiras e supermercados. Cria e constrói as vestimentas no seu atelier, fotografa-os e joga tudo fora. O que resta como trabalho para seus expectadores são as fotos. Isso faz toda a diferença. O trabalho passa a existir num plano fictício tendo a foto apenas como a prova do objeto criado. O link entre ficção e realidade é estabelecido criando a conexão entre o possível e o imaginável.
 
“a fotografia tem o poder de nos fazer acreditar...ainda assim meu trabalho é uma ilusão”.

Seu trabalho se situa na fronteira entre a realidade e a ficção, o mundo físico e a abstração, fala de coisas que perderam sua essência.

As roupas que saem de dentro do mundo imaginário da artista ganham vida e corpo físico, mas com o passar do tempo vão se decompor.

Ela transgride o sentido do vestir e sua função, da comida e do desejo.

São objetos que não cumprem com a função a que se propõe. Roupas que não se pode usar, feitas com material deteriorável. Comida que não se pode comer. Um paradoxo e uma contradição.
A proposta da artista destrói a essência do significado do vestir, os aspectos sobre o que a roupa significa em nossas vidas. As imagens mexem com nossos desejos mais fundamentais de comer (sobrevivência) e de vestir (proteção/função). A mistura entre os dois conceitos e suas funções não atendidas causam a princípio um estranhamento, mas vão mais longe nos fazendo refletir sobre as questões que levanta. Um desafio para o espectador.
Uma provocação.
Uma segunda leitura pode também passar pelo trabalho da artista: os vestidos são objetos do desejo feminino. A questão da impermanência da beleza, da passagem do tempo e da efemeridade.

A artista se diz ser fascinada pela fotografia porque permite a ela experenciar outros tipos de mundo que são totalmente diferentes do mundo real que vivemos.

“...embora nós possamos manipular infinitamente a fotografia, elas são baseadas na realidade - mas ela nos dá a oportunidade de ver o mundo de modos diferentes.”



*todos os direitos das imagens pertencem a artista Sung Yeouni;
*all the image's copyright  belong to the artist Sung Yeouni;





                                                       Banana Dress






                                                            Vestido de cogumelos
                                                     




Vestido de beringela




 


Vestido de chicletes





Vestido de tomates

                               


Monday, 18 March 2013

Ons' Lieve Heer op Solder



Nosso Senhor no sótão





 Uma história de tolerância


Aparentemente uma simples casa à beira de um dos canais em Amsterdam. Quem passa em frente nem sequer suspeita a insólita surpresa por trás da fachada. No último andar se esconde uma simpática igrejinha toda em rosa, totalmente restaurada, que serviu a muitos católicos no passado, quando a fé era assunto entre quatro paredes.
Sua história está diretamente ligada a Reforma Protestante nos séculos 16 e 17. Mas também fala de tolerância, algo bem peculiar do povo holandês.
Naquele tempo os Países Baixos estavam sob o domínio do **Protestantismo (uma dissidência da Igreja Católica). Assim, a partir de 1578 ficou proibido manifestar a fé católica em público. Mas não se espante leitor, os Países Baixos também estiveram sob a mão de ferro da Igreja Católica durante muitos anos antes, através do domínio espanhol. E também nesse tempo aqueles que pensavam diferente da Santa Sé eram veementemente excomungados. Daí o surgimento dos protestantes como uma reação. Uma inversão de poderes.








A casa foi comprada por um rico mercador Jan Hartman no ano de 1661, bem como as duas casas adjacentes na parte de trás. Hartman decidiu construir uma igreja ligando seus três sótãos. Abrigava cerca de 150 pessoas sentadas durante as missas que eram celebradas todos os domingos. A igreja funcionou escondida durante 200 anos. Dizem que os Protestantes sabiam da existência da Igreja Católica, mas faziam vistas grossas, tolerando a fé católica, afinal a política de Amsterdam sempre foi tolerante com a diversidade.
Em 1739 o padre Ludovicus Reiniers comprou a casa e mudou-se para lá. Fez algumas alterações, como uma escada para facilitar o acesso aos fiéis. Somente em 1888 a igreja foi aberta ao público nos dias de semana, quando então já era possível manifestar a fé publicamente.
A casa hoje é um museu e conta a história daqueles tempos: a casa onde morou Jan Hartmam e como eles viviam, das missas dominicais, hábitos e costumes. Olhar pelas janelas, andar pelos aposentos, subir e descer pelas escadas de madeira, ouvir a história sendo narrada no áudio tour. Sem dúvida, um programa que eu recomendo. Além da igrejinha escondida, que por si só vale a visita, tem toda a história por trás de um sonho. Alguém que não desistiu apesar dos impedimentos e obstáculos. Não pela religião em si, porque hoje até mesmo a Igrejinha é um espaço histórico inclusive, mas sim pelo inusitado, pela idéia de um homem que um dia ousou e foi além das convenções impostas. Algo que para ele tinha sem dúvida um chamado especial. 
Em 1887 um grupo de holandeses católicos comprou a igreja a fim de preservá-la da demolição e 

O museu fica na Oudezijds Voorburgwal, 40 - no bairro mais antigo de Amsterdam, no coração do famous and infamous Red Light District , o local da cidade cheio de vitrines onde as garotas se exibem/vendem.
A partir da praça central DAM fica cerca de 5minutos caminhando. Na praça onde está o o grande obelisco, siga pela rua estreita lateral (Warmoesstraat > siga até encontrar uma rua perpendicular - à direita_- chamada   Heintje Hoekssteeg, entre nessa rua e siga até o final,   é no prédio da esquina à direita. Entrada em frente ao canal.

*Todas as pinturas e objetos no museu são originais porém alguns não pertencem á época em que a Igreja funcionava;
*A igreja é pintada na cor rosa porque durante o período de restauro foi encontrado camadas dessa cor que estavam sob outras camadas de tinta. Estudos determinaram que o rosa pertencia à época ativa da Igreja. O nome da cor é Caput Mortuum;
Todo primeiro domingo do mês é celebrada uma missa católica na igrejinha as 11hs da manhã; a entrada é livre;
A missa é celebrada com um coral e um músico ao órgão.
Próximas missas: 7 de Abril 2013
                           5 de Maio 2013
                           6 de Outubro 2013
                           3 de Novembro 2013
                          1  de Dezembro 2013
                        24  de Dezembro 2013
                           







**Reforma Protestante foi uma cisão dentro do Cristianismo Ocidental (leia-se Igreja Católica Apostólica Romana) iniciada primeiramente por Martinho Lutero e João Calvino. Eles contestavam as doutrinas, rituais e estrutura eclesiástica da Igreja Católica. Que tinha se afastado muito dos princípios básicos originais, como caridade, pobreza, humildade. Os papas eram considerados Deus na terra e em nome de sua autoridade cometiam abusos de poder. Muitos outros fatores contribuíram para desencadear a necessidade de mudanças dentro da Igreja. Deve-se levar em conta o contexto daquela época: a Peste Negra, O Cisma do Ocidente, as idéias Renascentistas e humanistas, a invenção da Imprensa a Queda do império Romano do Oriente.
A Peste Negra (entre 1348/1350) estima-se que devastou cerca de 30 a 60% da população da Europa. Levou em torno de 150 anos para a Europa recuperar sua população.



Saturday, 23 February 2013

STEDELIJK MUSEUM - Alzheimer`s Program



    All images via Moma.org

    
STEDELIJK, engajando arte como função social


Qual a função da arte? 

particularmente faço parte de um grupo que acredita que a arte não tem função. Falo isso da grande arte, aquele tipo de arte que realmente fez/faz a diferença no mundo. Falo de Rembrandt, Vermeer, Van Gogh só pra citar alguns. Essa arte situa-se num espaço onde poucos chegaram/chegam. Mesmo a arte "menor" se posso me referir assim não tem função, embora muitos insistam em dar função a arte. Mas isso é assunto pra lá de complexo. O que eu acredito é na função social da arte dentro de um contexto ou dentro de uma comunidade, aí sim ela pode exercer um grande e importante papel.

Mas o que isso tem a ver com o que eu vou falar aqui?

Começa em abril 2013 no Stedelijk Museum de Amsterdam  (em colaboração com o Van Abbemuseum de Eidhoven) um programa voltado para um publico especial: portadores de Alzheimer e seus cuidadores. Inspirado num programa similar do MOMA de Nova York, o  "Meet me at Moma"  o Stedelijk vai oferecer atividades guiadas especialmente elaboradas para a apreciação de arte. As visitas acontecem em horários em que o museu está fechado para o público. Sem distracões, os participantes tem o ambiente mais confortável e seguro a sua disposicão. O Moma oferece encontros mensais de 90 minutos para grupos de 6 pessoas. (O programa é voltado para portadores num estágio de demência leve/média.)

Com o crescente aumento do Alzheimer no mundo, cada vez mais pessoas estão envolvidas direta ou indiretamente com a questão. A partir dessa perspectiva o museu oferece a arte como um agente de apoio, interação e integração com os envolvidos. A arte pode ser acessada sem a necessidade da memória de curto ou longo prazo. A fruição de uma pintura ou de uma escultura por exemplo não implica na interferência da razão/lógica. A linguagem pela qual a arte se manifesta é puramente sensorial: formas, cores, padrões, ritmos, livre associação. Manifestações de ordem estética.  Assim sendo os portadores de Alzheimer podem se beneficiar do contato, da exploração livre e espontânea das obras monitorados por guias especialmente treinados. O programa propõe experiências significativas com arte,  permitindo ao público interagir através das obras. Conversas sobre os trabalhos apresentados, perguntas e respostas. A experiência pode funcionar como um link entre a vida pessoal e o mundo, uma janela de trocas entre fantasia e realidade, além de estimular as funções cognitivas. Além dos benefícios ao portadores de Alzheimer o programa também atinge os cuidadores através de seu envolvimento com todo o contexto da atividade. Interação social com outras pessoas com experiências similares, estímulo e interesse próprio provindo  da apreciação da arte, uma quebra no isolamento do extenuante dia a dia em que estão inseridos.

Uma experiência louvável que poderia render mais frutos pelo mundo afora. Com meios mais simples e com os recursos disponíveis que estão ao alcance de cada local especificamente. Cidades que não dispõem de bons museus por exemplo poderiam organizar atividades similares com artistas locais através de ações voluntárias - com o devido apoio das prefeituras, governo ou entidades específicas (Lions Club, Rotary Club, Ongs, Clubes, Associações Culturais, Fundações Culturais). Engajar profissionais especializados tais como médicos, arte educadores,  para dar suporte. Até mesmo beneficiar-se das Leis de Incentivo à Cultura. 

Vários museus nos EUA já aderiram a programas smiliares e também o Louvre Museum em Paris entrou na lista de museus participantes.

Abaixo documentos completos (do website do Moma) com todas as informações necessárias, disponibilizados a quem se interessar em implementar programas similares:

*Foundations for Engagement  with Art  - Todas as explicações para iniciar um projeto de arte com pessoas portadoras de Alzheimer (pdf, em inglês -do site Moma.org)
*Guide for Museums- guia completo para os museum interessados em implementar o programa (pdf, em inglês - so site Moma.org)
*Guide for Care Organizations - guia para organizações interessadas no programa (pdf, em inglês - so site Moma.org)
*Guide for Families - para as familias com pessoas portadoras do Alzheimer interessadas em participar do programa (pdf, em inglês - so site Moma.org)


Pra quem quer saber mais sobre o programa do Moma aqui tem o link.

O Stedelijk fica na Museumplein, mesmo local onde estão o Van Gogh Museum  e o Rijksmuseum em Amsterdam.



All images via Moma.org

Monday, 5 November 2012

Museumnacht em Amsterdam


comemorando as artes, com arte!






Acontece em Amsterdam todos os anos no primeiro Sábado de Novembro o Museumnacht (Noite dos Museus). Por volta de cinquenta museus da cidade ficam abertos das 7 da noite às 2 da manhã com uma programação especialmente feita para a data. Esse foi o 13º ano do evento. 
Uma festa para o deleite dos sentidos,  alegria para os amantes das artes e uma oportunidade para aqueles que não tem o hábito ou tempo suficiente pra ir ao museu. Aos apreciadores das mais variadas modalidades de arte como pintura, música, poesia, performance, o convite é irresistível. 
A idéia é atrair o público a fim de celebrar a arte, quebrar a barreira entre espectador/arte/artista, em última instância propiciar o encontro do público com a arte nas mais variadas formas. O evento foi criado inicialmente focando o público jovem na faixa de 18-35 anos e também um público novo, aqueles que talvez não tem – ainda -  o hábito de ir a museus, a fim de incentivar, estimular o contato e interação com as artes. 
A abordagem da programação tem clima de festa e gira em torno da celebração cultural. Apreciar arte de forma descontraída, leve e solta, sem barreiras pseudo-intelectuais que muitas vezes afastam o público dos lugares onde a arte acontece. O museu se oferece como um lugar de acesso livre, convidativo, um lugar de experiências. Atividades que envolvem o espectador como um agente ativo na apreciação/entendimento da arte. 
Concertos, workshops, tours guiados, performances, DJs, comidinhas e bebidas, tudo à disposição para tornar o evento mais atrativo entre um e outro museu. 
Juntar um grupo de amigos para fazer alguns lugares é uma idéia legal, mas escolher entre tantas opções pode te deixar  hesitante. Com um pouco de informação e programação antecipada fica mais fácil fazer as escolhas certas. Afinal rodar a cidade tentando fazer 50 lugares é impossível. 
Outra super dica que funciona muito bem é ir de bicicleta. A maioria dos museus se encontram na grande área central, ir de um lugar a outro de bike é tarefa fácil, rápida e divertida. A prefeitura disponibiliza tram, metrô e ônibus de graça para quem é portador do bilhete especial para o Museumnacht. Mas convenhamos, perder seu precioso tempo esperando pelo tram ou ônibus numa noite em que tempo é lucro (lucro cultural, claro!) não é nada atrativo, certo? Portanto deixe-se envolver pelo clima da festa e da cidade, pegue sua bike e se jogue na noite.
Para os festeiros de plantão a festa continua após as 2am em muitas after-parties espalhadas pela cidade.
Os tickets custam 17,50 euros com entrada válida em todos os museus, transportes especiais e descontos nas after-parties. Podem ser adquiridos pelo site do evento Museumnacht ou no UITBURO na Leidseinplein. Comprá-los com antecedência é boa opção já que o público prestigia o evento. Seu ingresso será trocado por uma pulseirinha no primeiro museu que você visitar dando-lhe acesso a todos os demais museus. O ticket continua valendo após o MUSEUMNACHT para você visitar um (apenas um) museu de sua escolha dentre os participantes (menos o ArtisZoo) até o final do ano corrente.



                                                    HERMITAGE MUSEUM


SINAGOGA PORTUGUESA: concerto de música erudita com iluminação a luz de velas (não existe iluminação elétrica na Sinagoga)


                                                    HERMITAGE


                                                    STEDELIJK


Alguns museus participantes: National Rijksmuseum, Stedelijk Museum, Tropenmuseum, Foam, Science Center NEMO, Artis Royal Zoo, Amsterdam Museum, Hermitage e Jewish Historical Museum, Anne Frank House, Bijbels Museum, Allard Pierson Museum, Diamant Museum, De Appel Centre Arts, etc, etc...
Aquia lista completa de2012. 

Sunday, 4 November 2012

Stedelijk Museum Amsterdam


O STEDELIJK está de volta!




Demorou mas valeu a pena a espera de nove longos anos em obras de restauração e ampliação. O museu está aberto e traz ao publico sua vasta coleção de arte moderna, contemporânea, design e artes aplicadas. 
O Stedelijk Museum de Amsterdam fica localizado na Museumplein, literalmente a praça dos museus. A enorme área verde é destino turístico certo. Além de abrigar as famosas letronas vermelhas e brancas IAMSTERDAM onde todos querem fotografar, compreende outras 3 atrações da cidade: O Rijksmuseum (Rembrandt, Vermeer, Averkamp, etc), O Van Gogh Museum ( obras do artista e exibições temporárias) e o Concertgebow (teatro de musica erudita, concertos). 


Museumplein


Fechado para reformas e ampliação das instalações o museu agora tem uma nova parte anexa, polemicamente apelidada de “a banheira”. Criada pelo arquiteto Mels Crowel do Benthem Crowels Architets a nova parte é uma imponente construção aérea branca que lembra uma banheira de fibra. Flutuando sobre o grande hall de entrada do museu “a banheira” destaca-se imediatamente de seu entorno na Museumplein. Na verdade concordo que a idéia de Crowel ficou um tanto quanto exótica. Por um lado casa bem com a proposta do lugar já que o museu abriga uma vasta coleção de arte contemporânea e é local de discussão e acontecimento da arte contemporânea - nesse caso a discussão já começa pela nova arquitetura. Mas nesse ponto acho que sou um pouco mais conservadora, na minha modesta opinião o novo anexo abafa completamente a belíssima fachada Neoclássica do antigo Stedelijk. Uma pena! Apesar de ser favorável a mescla moderno-antigo acho que nesse caso extrapolou para o excêntrico.

Polêmicas à parte o museu está fervilhando e o público comparece diariamente, faça chuva ou faça sol as filas são intermináveis. Um ótimo termômetro sobre o interesse cultural de uma Nação, certo? Por falar nisso, é muito legal perceber esse movimento das pessoas em relação ao museu (não só ao Stedelijk, mas aos museus em geral). Ir ao museu é uma atividade habitual, tipo programa de fim de semana. A família com as crianças, o casal de namorados, um grupo de amigos, um casal de idade...aqui todos vão ao museu! Que maravilha viver isso e saber da importância que a arte ocupa na vida cotidiana das pessoas. Logicamente isso faz parte da cultura local, educação ao longo de anos de tradição num país que tem museus, grandes artistas e arte como um dos pilares da educação do povo.


                                          Stedelijk Museum e a "big bathtub" (*photo by John Lewis Marshall)
   

Voltando ao museu...
Na galeria térrea do antigo prédio, logo na entrada (onde ficava o antigo café do Stedelijk) um mural impactante de Karel Appel - o prestigiado artista do Cobra - recobre as paredes. O Cobra tem uma galeria inteira com obras de seus artistas representantes.
O andar térreo está dividido em duas áreas: uma delas abriga obras do período de 1870 a 1960. Artistas como Vincent van Gogh, Wassily Kandinsky, Ernst Ludwig Kirchner, Franz Marc, Chaïm Soutine, Marc Chagall, Henri Matisse, Piet Mondrian, Theo van Doesburg, Kazimir Malevich, Charley Toorop, Max Beckmann, Jackson Pollock, Asger Jorn, Karel Appel e os artistas do Cobra. A outra área expõe objetos de design e artes aplicadas. Dividida em três seções: O desenvolvimento do Modernismo 1900-1950; Modernismo Pós Guerra 1950-1980; Pos Modernismo até o presente 1980 em diante.
O segundo andar do antigo prédio histórico abrigará exposições temporárias da vasta coleção do Stedelijk. Obras da década de 60 até o presente com novas aquisições. O mestre Henry Matisse, o revolucionário Robert Raushenberg, Edward Kienholz, Andy Wharol entre outros. Salas inteiras com obras de um único artista como: De Kooning com suas enormes pinturas (que por sinal exigem um local espaçoso para serem mais bem contempladas), Barnet Newman. Marlene Dumas, etc. Entre outros artistas Lee Bontecou, Rene Daniels, Jan Dibbets, Lucio Fontana, Gilbert & George, Philip Guston, Yves Klein, Joseph Kosuth, Brice Marden, Bruce Nauman, Gordon Matta-Clark and Jean Tinguely, as well as new acquisitions by Barbara Bloom, Stanley Brouwn, Marlene Dumas, Dan Flavin, Simone Forti, John Knight, Cady Noland, Martha Rosler, Ger van Elk, Danh Vo and Guido van der Werve.
No andar térreo do novo prédio acontecem exposições temporárias.
Aconselho reservar um bom tempo pra visitar o museu, pois as salas são muitas e enormes. Se você mora em Amsterdam o melhor é visitar o museu em dias diferentes, por partes, dedicando seu tempo para apreciar as obras com calma para ler as informações sobre cada artista ou movimento que estão disponíveis nas paredes. Se você está de passagem pela cidade, escolha algumas salas de maior interesse, por artista ou movimento. Por exemplo, você pode ir direto a determinada sala e depois fazer um tour mais rápido por todo o museu.


                                          Vista interna do Stedelijk -  *Photo by John Lewis Marshall



Blue Green red, 1964-1965, Elsworth Kelly


                                         

* Se você está levando bolsas grandes, mochila ou sombrinha deixe-as no guarda volumes logo à direita após passar o bilhete na catraca digital ou nos armários (moedas de 1 ou 2 euros que são devolvidas no final);
*FOTOGRAFAR é permitido desde que SEM FLASHES OU TRIPÉ;
*telefone celular não é permitido dentro das salas de exposição, somente nas áreas externas as salas;
*alimentos e bebidas são permitidos somente no café (2º andar e no restaurante no térreo);
*Cadeiras de rodas e carrinhos de bebê podem fazer uso do elevador para acessar as diversas salas;
*Tickets online podem ser adquiridos, nesse caso facilita a entrada pulando as enormes filas, são válidos por um ano após a compra; 
*Museumcard é valido ou seja free entrance;
*Segunda feira o museu está FECHADO
 Terça a Quarta Feira - 11h as 17h
 Quinta feira - 11h às 22h
 Sexta, Sábado e Domingo - 10h às 18h
 * O museu oferece também uma programação de palestras, filmes, performances, etc. Confira aqui mais sobre a agenda;